CDB
Imagem padrão para quando não houver cartaz, logo ou imagem.

TÍTULO DA OBRA:
Gabriela, Cravo e Canela

FORMATO:
Minisserie

DATA DE INÍCIO:
11 de abril de 1961

DATA DE TÉRMINO:
31 de agosto de 1961

NÚMERO DE CAPÍTULOS:
45

EMISSORA:
Rede Tupi

ARQUIVO CADASTRADO:
5 de janeiro de 2024

ARQUIVO ATUALIZADO:
15 de julho de 2026

Gabriela, Cravo e Canela

(Minisserie)

NÃO FORAM ENCONTRADAS REFERÊNCIAS

PERSONALIDADE PERSONAGEM
Alberto Perez Tonico Bastos
Angelito Melo Jesuino Mendonça
César Ladeira
Claudio Corrê a e Castro João Fulgencio
Darci de Souza Arminda
Delorges Caminha Capitão
Dirce Machado
Dorival Caymmi
Elizabete Cardoso Dora
Gilvan Chaves
Glauce Rocha Malvina
Grande Otelo Tuísca
Hulda Machado Sra. Melk Tavares
Iara Cortez
Iris Bruzzi Anabela
Jardel Filho
Jeanette Vollu Gabriela
Jece Valadão
José Damasceno Fagundes
Labanka Clovis Costa
Luís Delfino Nhô Galo
Magalhães Graça Doutor
Maria Fernanda
Maurício Scherman Bentinho ou Ramiro Bastos
Miguel Rosemberg Principe Sandra
Milton Ferreira Ribeirinho
Osvaldo Louzada Professor Josué
Paulo Autran Mundinho Falcão
Pereira Dias Jacob
Renata Fronzi
Renato Consorte Nacib
Renato Restier Amancio Leal
Ribeiro Fontes Argelil Palmeira
Rodolfo Arena Manoel das onças
Sadí Cabral Altino Brandão
Sergio Arruda
Sérgio cardoso
Sergio de oliveira Melk Tavares
Suely Franco
Zélia Hoffmann

TÍTULO DA OBRA:
Gabriela, Cravo e Canela
FORMATO:
Minisserie
DATA DE INÍCIO:
11 de abril de 1961
DATA DO TÉRMINO:
31 de agosto de 1961
HORÁRIO:
19h35
DIAS DA SEMANA:
Terças e quintas
DURAÇÃO:
24 min
NÚMERO DE CAPÍTULOS:
45
EMISSORA:
Rede Tupi
REALIZAÇÃO:
-
AUTORIA:
Jorge Amado (livro original)
TEXTO:
Antonio Bulhões (adaptação)
COLABORAÇÃO:
-
DIREÇÃO:
Maurício Scherman
DIREÇÃO GERAL:
-
DIREÇÃO ARTÍSTICA:
-
DIREÇÃO DE NÚCLEO:
-
DIREÇÃO MUSICAL:
-
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA:
-
DIREÇÃO DE ARTE:
-
DIREÇÃO DE TV:
Evaldo Rui
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO:
 -
ABERTURA:
-
PRODUÇÃO MUSICAL:
-
TRILHA ORIGINAL:
-
GERÊNCIA MUSICAL:
-
MUSICAS:
Gilvan Chaves
PRODUÇÃO:
Maurício Scherman
EQUIPE DE PRODUÇÃO:
Miguel Rosemberg (assistente de produção)
PRODUÇÃO DE ELENCO:
-
INSTRUTOR DE DRAMATURGIA:
-
ILUMINAÇÃO:
Valdir Leonel
EQUIPE DE ILUMINAÇÃO:
-
EQUIPE DE ARTE:
-
FIGURINO:
Sorense
EQUIPE DE FIGURINO:
Departamento de costuras das associadas
CARACTERIZAÇÃO:
-
EQUIPE DE CARACTERIZAÇÃO:
-
CABELEIREIRO (A):
-
MAQUIAGEM:
-
EQUIPE DE MAQUIAGEM:
-
CONTINUIDADE:
-
EQUIPE DE CONTRA-REGRA:
-
DESENHO DE PRODUÇÃO:
-
CENOGRAFIA:
Sorense e Ricardo Maia, Carmelo Cruz (ilustrações)
EQUIPE DE CENOGRAFIA:
-
SUPERVISÃO DE MONTAGEM:
-
CÂMERAS:
-
EQUIPE DE CÂMERA:
-
ILUMINAÇÃO:
Valdir Leonel
EQUIPE DE ILUMINAÇÃO:
-
EQUIPE DE EXTERNAS:
-
DIREÇÃO DE OPERAÇÕES:
-
SONOPLASTIA:
-
EQUIPE DE SONOPLASTIA:
-
EFEITOS SONOROS:
-
EDIÇÃO:
-
EQUIPE DE EDIÇÃO:
-
EQUIPE DE VÍDEO:
-
EQUIPE DE ÁUDIO:
-
COLORISTA:
-
GERENTE DE OPERAÇÕES:
-
SUPERVISÃO DE OPERAÇÕES:
-
EQUIPE DE OPERAÇÕES:
-
EQUIPE DE FINALIZAÇÃO:
-
EFEITOS VISUAIS:
-
EQUIPE DE EFEITOS VISUAIS:
-
EFEITOS ESPECIAIS:
-
SUPERVISÃO EXECUTIVA DE CAPTAÇÃO:
-
SUPERVISÃO E OP. SISTEMAS:
-
GERENTE DE PROJETOS:
-
PRODUÇÃO DE ENGENHARIA:
-
PLANEJAMENTO E CONTROLE:
-
EQUIPE DE PLANEJAMENTO E CONTROLE:
-
DIREÇÃO DE IMAGEM:
-
EQUIPE DE INTERNET:
-

Baseado no romance de Jorge Amado “Gabriela, Cravo e Canela”, publicado em 1959, foi a primeira adaptação do romance. Seguiram-se: “Gabriela”, novela da Rede Globo em 1975; o filme “Gabriela” Filme de 1983; e a novela “Gabriela” novela da Rede Globo de 2012.

A Rede Tupi pagou a Jorge Amado cerca de seiscentos mil cruzeiros pelos direitos de adaptação para a televisão do romance.

Alcino Diniz e Maurício Sherman caminhavam pela rua Djalma Ulrich, em Copacabana, no Rio de Janeiro, quando esbarraram em Jeannete Vollu. Os dois procuravam há algum tempo uma atriz para interpretar a personagem de Jorge Amado. A atriz havia sido recentemente contratada por Carlos Machado para participar do espetáculo “Vive lês femmes!”, da boate Night and Day. Vollu aceitou o convite e protagonizou a novela “Gabriela, cravo e canela”.

Maurício Sherman confessou que escolheram a atriz por conta de sua beleza, como afirmou em certo momento: ”Nós queríamos uma mulher atraente, e várias atrizes conhecidas da época se candidataram ao papel. Mas o Jorge sugeriu a escolha de uma desconhecida. O Carlos Machado, que era o rei da noite, estava preparando a Jannette para ser a sua nova vedete. Eu achei que ela seria perfeita”. Contudo, a crítica foi pesada com Jeannette Vollu: “A moça é bonitinha, tem físico adequado, mas falta-lhe talento. Quando ela aparece na televisão, todas as cenas morrem, perdem tudo aquilo que tanto amamos na obra literária”. Na época, as atrizes Daysi Paiva, Isis de Souza e Nadir Rocha também foram cotadas para o papel.

Maurício Sherman comentou sobre a novela: “A Gabriela quase não falava, ela tinha de ser uma mulher gostosíssima, uma figura maravilhosa. O Paulo Autran era o Mundinho Falcão, a Glauce Rocha era a Malvina, o Grande Otelo fazia o Tuísca, e Nacib era o Renato Consorte. O elenco era de primeira; ainda tinha o Milton Moraes, que fazia um jagunço, o Jece Valadão, que era um bandido, e Cláudio Correia e Castro e Magalhães Graça, os coronéis. O Antonio Bulhões, que era casado com a Glauce, fez a adaptação. Foi um sucesso incrível. Tudo foi conseguido na base do sangue que a gente deixava lá, quando saía tudo bem era uma adrenalina! Eu nem conseguia dormir depois. Imagina, ainda tinha de controlar o horário, era ao vivo e tinha de durar 24 minutos cada episódio. Eu ficava na hora com o relógio, e muitas vezes tínhamos de cortar alguma coisa para não estourar o horário”.

A atriz Jeannete Vollu tinha 19 anos quando gravou a novela. Nascida em Nova Friburgo, havia ganhado alguma projeção como Miss Niterói, ficando em segundo lugar no concurso Miss Rio de Janeiro. De fato, a atriz era bem diferente da personagem descrita no livro: tinha cabelos escuros até os ombros e seus olhos azuis. Jeannete chegou a adotar o nome artístico “Gabriela Vollu” por algum tempo. Este foi o único trabalho de Vollu para a televisão. Abandonou a carreira de atriz após o casamento.

O elenco foi apresentado no estúdio da Rede Tupi, contou com a presença de Jorge Amado, autor do romance; Alcino Diniz, diretor da Rede Tupi; Sergio de Souza e Lindoval de Oliveira, da McCann Erickson. Além do elenco, foi mostrado aos presentes cenários e peças de guarda roupa.

A novela “Gabriela, Cravo e Canela” era um oferecimento dos produtos de beleza Richard Hudnut.

A adaptação não foi bem aceita pela imprensa: “Não achamos que a adaptação esteja transmitindo aquilo que se esperava. É um emaranhado de coisas que não se entende. O final de cada capítulo não deixa suspense a ponto de atrair o telespectador a voltar com ansiedade ao seguinte”. Dizia uma das críticas na época.

A novela era gravada em vídeotape, uma tecnologia nova e pioneira na época e pioneira, porém não passava por edição; era gravada como se fosse ao vivo, sem interrupção, e desta forma ia ao ar. As gravações depois foram exibidas nas emissoras associadas.

A novela também foi transmitida pela Televisão Pioneira de São Paulo, às 20h35.

Maurício Sherman comentou sobre a precariedade das filmagens na época: “A precariedade era uma constante, câmeras pifavam durante o programa, água não saía das bicas dos cenários, os atores saíam de cena sempre com maçanetas nas mãos e a iluminação era chapadona. Os famosos panelões da Tupi incendiavam de calor as cucas dos pioneiros, e ainda não havia ainda o cuidado de iluminar as cenas com a orientação de um diretor de fotografia; foi quando ele conheceu um mestre da fotografia”.

A novela Gabriela: versão 1961. In: História Mundi, 9 set. 2012. Disponível em: https://histormundi.blogspot.com/2012/09/a-novela-gabriela-versao-1961.html. Acesso em: 28 ago. 2023.

As Canelas do Canal 6. Diário de Notícia, Rio de Janeiro, ano 32, n. 11869, 22 jul. 1961. Radio e TV.

BRAVO, Zean. Conheça Jannette Vollu, a primeira Gabriela da televisão. O Globo, 30 jun. 2012. Disponível em: https://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/conheca-jannette-vollu-primeira-gabriela-da-televisao-5347101. Acesso em: 29 ago. 2023.

Diário de Notícias, Rio de Janeiro, ano 31, n. 11772, 30 mar. 1961. Segunda Seção + Rádio e TV, p. 2

E a adaptação da Gabriela. Correio da Manhã, 20 abr. 1961. 2º caderno, p. 2.

“Gabriela, cravo e canela”, na TV. O Poti, Natal,ano 7, n. 1320, 2 abr. 1961. P. 2.

Gabriela, cravo e canela: olhos azuis e jeito de miss. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, ano 31, n. 11780, 10 abr. 1961.

Gabriela vai viver na TV-Tupi. O Jornal do Rio de Janeiro, ano 34, n. 12291, 31 mar. 1961.

Gabriela, cravo e canela. In: IMDB – Internet Movie Data Base. Disponível em: https://www.imdb.com/title/tt0262958/fullcredits?ref_=tt_cl_sm. Acesso em: 28 ago. 2023.

Gabriela (dia11) na TV: grande Otelo e Elizabete Cardoso no elenco. Última Hora, Rio de Janeiro, ano 10, n. 3305, 1 abr. 1961. P. 2.

HOLANDA, Nestor de. Itinerário. Diário Carioca, Rio de Janeiro, ano 33, n. 10052, 2 e 3 abr. 1961. Rádio e TV, p. 6.

JULIO, Mario. Revista do Rádio, n. 610. São Paulo não pode parar + TV.

PEÇANHA, Oziel. Gabriela, cravo e canela. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, ano 60, 2 abr. 1961. Rádio e TV, p. 4.

SARMENTO, Luiz Carlos. Gabriela mostra a canela. Fatos e Fotos. Brasília, ano 1, 13 mai. 1961. P. 30-31.

Sensacional: amanhã pela televisão Tupi novelização de “Gabriela, cravo e canela”. Diário da noite, São Paulo, ano 36, n. 11111, 18 abr. 1961. P. 4.

TV rádiolandia, ano 7, n. 358, ago. 1961. Horários da TV, p. 3 e 5.

Gabriela, Cravo e Canela in: CDB - Catálogo da Dramaturgia Brasileira. Niterói, RJ: 2026. Disponível em: https://dramaturgiabrasileira.com.br/televisao/gabriela-cravo-e-canela/. Acesso em: 15 de julho de 2026.

Como citar:

Gabriela, Cravo e Canela in: CDB - Catálogo da Dramaturgia Brasileira. Niterói, RJ: 2026. Disponível em: https://dramaturgiabrasileira.com.br/televisao/gabriela-cravo-e-canela/. Acesso em: 15 de julho de 2026.

Acessar o conteúdo