Gabriela, Cravo e Canela
(Minisserie)
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| PERSONALIDADE | PERSONAGEM |
| Alberto Perez | Tonico Bastos |
| Angelito Melo | Jesuino Mendonça |
| César Ladeira | – |
| Claudio Corrê a e Castro | João Fulgencio |
| Darci de Souza | Arminda |
| Delorges Caminha | Capitão |
| Dirce Machado | – |
| Dorival Caymmi | – |
| Elizabete Cardoso | Dora |
| Gilvan Chaves | – |
| Glauce Rocha | Malvina |
| Grande Otelo | Tuísca |
| Hulda Machado | Sra. Melk Tavares |
| Iara Cortez | – |
| Iris Bruzzi | Anabela |
| Jardel Filho | – |
| Jeanette Vollu | Gabriela |
| Jece Valadão | – |
| José Damasceno | Fagundes |
| Labanka | Clovis Costa |
| Luís Delfino | Nhô Galo |
| Magalhães Graça | Doutor |
| Maria Fernanda | – |
| Maurício Scherman | Bentinho ou Ramiro Bastos |
| Miguel Rosemberg | Principe Sandra |
| Milton Ferreira | Ribeirinho |
| Osvaldo Louzada | Professor Josué |
| Paulo Autran | Mundinho Falcão |
| Pereira Dias | Jacob |
| Renata Fronzi | – |
| Renato Consorte | Nacib |
| Renato Restier | Amancio Leal |
| Ribeiro Fontes | Argelil Palmeira |
| Rodolfo Arena | Manoel das onças |
| Sadí Cabral | Altino Brandão |
| Sergio Arruda | – |
| Sérgio cardoso | – |
| Sergio de oliveira | Melk Tavares |
| Suely Franco | – |
| Zélia Hoffmann | – |
TÍTULO DA OBRA: |
Gabriela, Cravo e Canela |
FORMATO: |
Minisserie |
DATA DE INÍCIO: |
11 de abril de 1961 |
DATA DO TÉRMINO: |
31 de agosto de 1961 |
HORÁRIO: |
19h35 |
DIAS DA SEMANA: |
Terças e quintas |
DURAÇÃO: |
24 min |
NÚMERO DE CAPÍTULOS: |
45 |
EMISSORA: |
Rede Tupi |
REALIZAÇÃO: |
- |
AUTORIA: |
Jorge Amado (livro original) |
TEXTO: |
Antonio Bulhões (adaptação) |
COLABORAÇÃO: |
- |
DIREÇÃO: |
Maurício Scherman |
DIREÇÃO GERAL: |
- |
DIREÇÃO ARTÍSTICA: |
- |
DIREÇÃO DE NÚCLEO: |
- |
DIREÇÃO MUSICAL: |
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DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: |
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DIREÇÃO DE ARTE: |
- |
DIREÇÃO DE TV: |
Evaldo Rui |
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: |
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ABERTURA: |
- |
PRODUÇÃO MUSICAL: |
- |
TRILHA ORIGINAL: |
- |
GERÊNCIA MUSICAL: |
- |
MUSICAS: |
Gilvan Chaves |
PRODUÇÃO: |
Maurício Scherman |
EQUIPE DE PRODUÇÃO: |
Miguel Rosemberg (assistente de produção) |
PRODUÇÃO DE ELENCO: |
- |
INSTRUTOR DE DRAMATURGIA: |
- |
ILUMINAÇÃO: |
Valdir Leonel |
EQUIPE DE ILUMINAÇÃO: |
- |
EQUIPE DE ARTE: |
- |
FIGURINO: |
Sorense |
EQUIPE DE FIGURINO: |
Departamento de costuras das associadas |
CARACTERIZAÇÃO: |
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EQUIPE DE CARACTERIZAÇÃO: |
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CABELEIREIRO (A): |
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MAQUIAGEM: |
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EQUIPE DE MAQUIAGEM: |
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CONTINUIDADE: |
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EQUIPE DE CONTRA-REGRA: |
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DESENHO DE PRODUÇÃO: |
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CENOGRAFIA: |
Sorense e Ricardo Maia, Carmelo Cruz (ilustrações) |
EQUIPE DE CENOGRAFIA: |
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SUPERVISÃO DE MONTAGEM: |
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CÂMERAS: |
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EQUIPE DE CÂMERA: |
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ILUMINAÇÃO: |
Valdir Leonel |
EQUIPE DE ILUMINAÇÃO: |
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EQUIPE DE EXTERNAS: |
- |
DIREÇÃO DE OPERAÇÕES: |
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SONOPLASTIA: |
- |
EQUIPE DE SONOPLASTIA: |
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EFEITOS SONOROS: |
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EDIÇÃO: |
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EQUIPE DE EDIÇÃO: |
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EQUIPE DE VÍDEO: |
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EQUIPE DE ÁUDIO: |
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COLORISTA: |
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GERENTE DE OPERAÇÕES: |
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SUPERVISÃO DE OPERAÇÕES: |
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EQUIPE DE OPERAÇÕES: |
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EQUIPE DE FINALIZAÇÃO: |
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EFEITOS VISUAIS: |
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EQUIPE DE EFEITOS VISUAIS: |
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EFEITOS ESPECIAIS: |
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SUPERVISÃO EXECUTIVA DE CAPTAÇÃO: |
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SUPERVISÃO E OP. SISTEMAS: |
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GERENTE DE PROJETOS: |
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PRODUÇÃO DE ENGENHARIA: |
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PLANEJAMENTO E CONTROLE: |
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EQUIPE DE PLANEJAMENTO E CONTROLE: |
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DIREÇÃO DE IMAGEM: |
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EQUIPE DE INTERNET: |
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Baseado no romance de Jorge Amado “Gabriela, Cravo e Canela”, publicado em 1959, foi a primeira adaptação do romance. Seguiram-se: “Gabriela”, novela da Rede Globo em 1975; o filme “Gabriela” Filme de 1983; e a novela “Gabriela” novela da Rede Globo de 2012.
A Rede Tupi pagou a Jorge Amado cerca de seiscentos mil cruzeiros pelos direitos de adaptação para a televisão do romance.
Alcino Diniz e Maurício Sherman caminhavam pela rua Djalma Ulrich, em Copacabana, no Rio de Janeiro, quando esbarraram em Jeannete Vollu. Os dois procuravam há algum tempo uma atriz para interpretar a personagem de Jorge Amado. A atriz havia sido recentemente contratada por Carlos Machado para participar do espetáculo “Vive lês femmes!”, da boate Night and Day. Vollu aceitou o convite e protagonizou a novela “Gabriela, cravo e canela”.
Maurício Sherman confessou que escolheram a atriz por conta de sua beleza, como afirmou em certo momento: ”Nós queríamos uma mulher atraente, e várias atrizes conhecidas da época se candidataram ao papel. Mas o Jorge sugeriu a escolha de uma desconhecida. O Carlos Machado, que era o rei da noite, estava preparando a Jannette para ser a sua nova vedete. Eu achei que ela seria perfeita”. Contudo, a crítica foi pesada com Jeannette Vollu: “A moça é bonitinha, tem físico adequado, mas falta-lhe talento. Quando ela aparece na televisão, todas as cenas morrem, perdem tudo aquilo que tanto amamos na obra literária”. Na época, as atrizes Daysi Paiva, Isis de Souza e Nadir Rocha também foram cotadas para o papel.
Maurício Sherman comentou sobre a novela: “A Gabriela quase não falava, ela tinha de ser uma mulher gostosíssima, uma figura maravilhosa. O Paulo Autran era o Mundinho Falcão, a Glauce Rocha era a Malvina, o Grande Otelo fazia o Tuísca, e Nacib era o Renato Consorte. O elenco era de primeira; ainda tinha o Milton Moraes, que fazia um jagunço, o Jece Valadão, que era um bandido, e Cláudio Correia e Castro e Magalhães Graça, os coronéis. O Antonio Bulhões, que era casado com a Glauce, fez a adaptação. Foi um sucesso incrível. Tudo foi conseguido na base do sangue que a gente deixava lá, quando saía tudo bem era uma adrenalina! Eu nem conseguia dormir depois. Imagina, ainda tinha de controlar o horário, era ao vivo e tinha de durar 24 minutos cada episódio. Eu ficava na hora com o relógio, e muitas vezes tínhamos de cortar alguma coisa para não estourar o horário”.
A atriz Jeannete Vollu tinha 19 anos quando gravou a novela. Nascida em Nova Friburgo, havia ganhado alguma projeção como Miss Niterói, ficando em segundo lugar no concurso Miss Rio de Janeiro. De fato, a atriz era bem diferente da personagem descrita no livro: tinha cabelos escuros até os ombros e seus olhos azuis. Jeannete chegou a adotar o nome artístico “Gabriela Vollu” por algum tempo. Este foi o único trabalho de Vollu para a televisão. Abandonou a carreira de atriz após o casamento.
O elenco foi apresentado no estúdio da Rede Tupi, contou com a presença de Jorge Amado, autor do romance; Alcino Diniz, diretor da Rede Tupi; Sergio de Souza e Lindoval de Oliveira, da McCann Erickson. Além do elenco, foi mostrado aos presentes cenários e peças de guarda roupa.
A novela “Gabriela, Cravo e Canela” era um oferecimento dos produtos de beleza Richard Hudnut.
A adaptação não foi bem aceita pela imprensa: “Não achamos que a adaptação esteja transmitindo aquilo que se esperava. É um emaranhado de coisas que não se entende. O final de cada capítulo não deixa suspense a ponto de atrair o telespectador a voltar com ansiedade ao seguinte”. Dizia uma das críticas na época.
A novela era gravada em vídeotape, uma tecnologia nova e pioneira na época e pioneira, porém não passava por edição; era gravada como se fosse ao vivo, sem interrupção, e desta forma ia ao ar. As gravações depois foram exibidas nas emissoras associadas.
A novela também foi transmitida pela Televisão Pioneira de São Paulo, às 20h35.
Maurício Sherman comentou sobre a precariedade das filmagens na época: “A precariedade era uma constante, câmeras pifavam durante o programa, água não saía das bicas dos cenários, os atores saíam de cena sempre com maçanetas nas mãos e a iluminação era chapadona. Os famosos panelões da Tupi incendiavam de calor as cucas dos pioneiros, e ainda não havia ainda o cuidado de iluminar as cenas com a orientação de um diretor de fotografia; foi quando ele conheceu um mestre da fotografia”.
A novela Gabriela: versão 1961. In: História Mundi, 9 set. 2012. Disponível em: https://histormundi.blogspot.com/2012/09/a-novela-gabriela-versao-1961.html. Acesso em: 28 ago. 2023.
As Canelas do Canal 6. Diário de Notícia, Rio de Janeiro, ano 32, n. 11869, 22 jul. 1961. Radio e TV.
BRAVO, Zean. Conheça Jannette Vollu, a primeira Gabriela da televisão. O Globo, 30 jun. 2012. Disponível em: https://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/conheca-jannette-vollu-primeira-gabriela-da-televisao-5347101. Acesso em: 29 ago. 2023.
Diário de Notícias, Rio de Janeiro, ano 31, n. 11772, 30 mar. 1961. Segunda Seção + Rádio e TV, p. 2
E a adaptação da Gabriela. Correio da Manhã, 20 abr. 1961. 2º caderno, p. 2.
“Gabriela, cravo e canela”, na TV. O Poti, Natal,ano 7, n. 1320, 2 abr. 1961. P. 2.
Gabriela, cravo e canela: olhos azuis e jeito de miss. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, ano 31, n. 11780, 10 abr. 1961.
Gabriela vai viver na TV-Tupi. O Jornal do Rio de Janeiro, ano 34, n. 12291, 31 mar. 1961.
Gabriela, cravo e canela. In: IMDB – Internet Movie Data Base. Disponível em: https://www.imdb.com/title/tt0262958/fullcredits?ref_=tt_cl_sm. Acesso em: 28 ago. 2023.
Gabriela (dia11) na TV: grande Otelo e Elizabete Cardoso no elenco. Última Hora, Rio de Janeiro, ano 10, n. 3305, 1 abr. 1961. P. 2.
HOLANDA, Nestor de. Itinerário. Diário Carioca, Rio de Janeiro, ano 33, n. 10052, 2 e 3 abr. 1961. Rádio e TV, p. 6.
JULIO, Mario. Revista do Rádio, n. 610. São Paulo não pode parar + TV.
PEÇANHA, Oziel. Gabriela, cravo e canela. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, ano 60, 2 abr. 1961. Rádio e TV, p. 4.
SARMENTO, Luiz Carlos. Gabriela mostra a canela. Fatos e Fotos. Brasília, ano 1, 13 mai. 1961. P. 30-31.
Sensacional: amanhã pela televisão Tupi novelização de “Gabriela, cravo e canela”. Diário da noite, São Paulo, ano 36, n. 11111, 18 abr. 1961. P. 4.
TV rádiolandia, ano 7, n. 358, ago. 1961. Horários da TV, p. 3 e 5.
Gabriela, Cravo e Canela in: CDB - Catálogo da Dramaturgia Brasileira. Niterói, RJ: 2026. Disponível em: https://dramaturgiabrasileira.com.br/televisao/gabriela-cravo-e-canela/. Acesso em: 15 de julho de 2026.
Como citar:
Gabriela, Cravo e Canela in: CDB - Catálogo da Dramaturgia Brasileira. Niterói, RJ: 2026. Disponível em: https://dramaturgiabrasileira.com.br/televisao/gabriela-cravo-e-canela/. Acesso em: 15 de julho de 2026.

